terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

simples

se as letras sao tao simples
facil desenha-las dificil compreende-las
entre pontilhados corre um lapis entre rabiscos
uma maneira de comunicaçao
tao queta mas perturbante
como um bisturi abrindo o corpo
o lapis escorre com um som baixo como se o papel estivese sendo cortado
um zumbido estridente saindo de um simples grafite
a vida continua sempre a mesma atras de velas
trancada no passado como uma carta que um dia voce recebe
e guarda dentro de uma gaveta
a carta com o cheiro de seu perfume
o cheiro do teu corpo e da tua alma
ler e dificil
quando a cabeça nao sai do lugar para voltar e recuperar o tempo perdido
quando tantos erros cometidos e indeterminavelmente sutis a cada sopro do vento
levanta da cadeira
senta novamente
barulho de teclas o tempo todo
todo som pertuba
enquanto o silencio se torna mais perturbador ainda
mas pouco importa quando voce espera uma estrela largar todo aquele fluido que voce tanto necessita em momentos de caos
tao simples como acender um fogo
e queimar todas as lembranças
tao simples como fritar um ovo
acordar cedo
beber um cafe amargo e voltar a frente de uma tela com imagens e letras ja prontas.
tao simples seria se tivese uma forma de acalmar o fogo com combustivel
ao inves de alimenta-lo todo o santificado dia
com a purificada agua da terra
brota como uma fortaleza destruida pelos propios gritos da natureza
espelindo de suas pequenas arterias
o sangue incolor de sua gloria.

Um comentário:

  1. é, voce sabe, fico feliz por estar saindo da casca de novo rs, é um belo texto, digno do autor :)

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